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Teoria da Complexidade na Copa

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Um tema recorrente em nossas discussões tem sido a Teoria da Complexidade. Inclusive foi o tema dominante do “leituras ágeis” de 30 de janeiro.

Final da Copa do Mundo

Screen Shot 2013-02-04 at 1.13.28 PMVamos imaginar que a seleção brasileira chegou à final da Copa do Mundo. Todos esperam ansiosos à volta para o segundo tempo e, apesar do placar estar favorável para o Brasil, 1 x 0, o adversário jogou muito melhor o primeiro tempo.

Os comentaristas não chegam a um acordo sobre qual a melhor forma de alterar o time para o segundo tempo, apenas concordam que se o jogo continuar como foi, dificilmente o título será do Brasil.

A equipe brasileira volta para o segundo tempo com uma alteração importante: entra mais um atacante no lugar de um meio-campista. Será que alguém, por mais especialista em futebol que seja, consegue prever o que vai acontecer?

Quando o jogo acaba, seja lá qual for o resultado, é muito fácil criticar ou elogiar as decisões tomadas.

Apesar de podermos planejar como uma equipe vai jogar, treiná-la a exaustão, não é possível prever como vai ser o comportamento ao enfrentar um adversário, ou, como diria o general alemão Moltke the Elder “Nenhum plano sobrevive ao contato com o inimigo”.

A Teoria da complexidade

A teoria da complexidade é muito mais uma nova forma de pensar que uma nova maneira de se utilizar modelos matemáticos e o pensamento linear.

Os sistemas complexos, como o jogo de futebol, apresentam algumas características:

  • Muitos elementos interagindo entre si.
  • Pequenas mudanças podem causar consequências desproporcionalmente maiores.
  • Ao se analisar um fato já ocorrido, parece um sistema ordenado e previsível.
  • A previsibilidade não é alta.
  • Os agentes e o próprio sistema limitam uns aos outros.

Ok, mas qual a utilidade disso?

A teoria da complexidade nos ajuda como ferramenta na tomada de decisões, ao indicar formas mais adequadas de se lidar com diferentes contextos. A melhor distinção que vi até agora foi a do Jurgen Appelo:


Nesta proposta de Appelo,  se colocam duas dimensões: na vertical está a facilidade de se entender/explicar algo e na horizontal o quanto o comportamento é previsível. Os desenhos são bastante ilustrativos. Um relógio, por exemplo, tem seu comportamento bastante previsível, mas explicar seu mecanismo interno é bastante complicado.

Outra forma de se visualizar os contextos é a utilização do framework Cynefin (lê-se Quenévim). Vale a pena ver os vídeos do Dave Snowden:

Curto (8min)

Longo com mais detalhes: (1h02min)
http://vimeo.com/53734972

e um artigo na InfoQ:
http://www.infoq.com/br/news/2012/11/cynefin-gestao-de-mudancas

4 comments

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