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Otimismo em projetos de software

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O pessoal de TI é o mais otimista que eu conheço. O projeto pode estar atrasado 2 semanas, mas nós acreditamos muito que conseguiremos entregar amanhã, no final do dia. : D
Acreditamos que estamos fazendo um bom código, acreditamos que tudo está dentro do prazo e que os testes serão rápidos, que o ambiente de produção estará ok e precisaremos apenas “virar a chave“, enfim, e mesmo que não acreditemos nisso, esperamos que o impacto seja bem baixo e simples de ser resolvido caso aconteça.
Um pouco do otimismo talvez se deva à flexibilidade que o código te dá para mudanças. Assim como um escritor ou um pintor, é possível em software rever alguns conceitos, reescrever algumas telas e adequar ao gosto do freguês. O que já não acontece na construção de um prédio, por exemplo. O cliente não poderá chegar no meio da construção, mudar a planta e querer outra composição de andares, que irá impactar no alicerce ou na reconstrução de todo o plano. Na verdade, até pode, mas vai inviabilizar a obra como um todo.
O problema do otimismo em projetos de software acontece quando há má comunicação e feedbacks demorados. O otimismo se estende até o ponto de virar crise, quando, então, morre um otimismo para nascer outros: “vamos resolver esta crise rapidamente”, “deve ser algo simples que estamos esquecendo”, “se eu fizer isso aqui acho que já resolve”. E isso dura 2 ou mais semanas, mas sempre com o otimismo da equipe elevado.

É por ser diferente de um prédio e possibilitar tanta flexibilidade que a forma mais adequada de se conduzir tais projetos é trazer todo o ciclo de vida em iterações de curta duração. Por ser um trabalho intelectual e cheio de possíveis interpretações e aprendizados, a equipe só realmente conhece o que está construindo “em voo”. Com iterações curtas a vida das questões otimistas também se reduz, não virando crises sérias a serem tratadas.

É isso ai…

Abs,
Buzon

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