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Great Boss, Dead Boss — Revisão do livro

Por

Great Boss, Dead Boss (em tradução livre: Chefe Ótimo e Chefe Morto) é um livro sobre tribalismo (o nome deixa isso claro, né!? só que não…) que eu estava interessado já fazia algum tempo. Fiquei sabendo dele por meio do livro “Lessons in Agile Management — On the road to Kanban” (Lições sobre gerenciamento ágil — rumo ao Kanban), em que o autor, David J. Anderson, diz que Great Boss, Dead Boss havia sido um livro muito influente para ele.

“[O livro] teve um profundo efeito em meu trabalho e na minha abordagem, muitos anos depois, na construção da comunidade Kanban. O entendimento de tribos e, mais abrangentemente, da sociologia, é agora um elemento vital para quem procura obter sucesso como um agente de mudanças, um consultor, um coach ou um metodologista.”

David J. Anderson — tradução livre.

O livro

Great Boss, Dead Boss

Great Boss, Dead Boss

O livro é escrito por Ray Immelman, mas se você já leu algum livro de Eli Goldratt, como A Meta ou Corrente Crítica, irá sentir como se fosse mais um destes livros — dada a similaridade no estilo e abordagem — apenas com assuntos completamente diferentes.

A história

Trata-se da história de Greg, que após sucessos em algumas fábricas, é indicado como CEO da empresa TeraLogix (uma fábrica que é parte da Intecal Corporation) com uma missão extremamente importante para o futuro da empresa: entregar uma encomenda enorme, com prazo muito apertado, para um cliente muito importante — algo quase impossível.

Quando Greg chega em seu novo cargo, se depara com uma empresa que parecia perfeita, mas produzia metade do que parecia ser capaz.

Greg encontra uma empresa fragmentada, com brigas entre áreas, com o o pessoal de qualidade batendo de frente com a produção, que por sua vez também não se dava bem com o pessoal de manutenção. A gerência era muito mal vista, ou seja, tudo ia mal. Até que um amigo, sabendo das dificuldades enfrentadas por Greg, lhe contou sobre uma empresa em que as pessoas eram extremamente motivadas, e organizou uma visita de Greg à tal empresa para que ele pudesse tirar ideias para aplicar na TeraLogix. Naquela empresa Greg conhece seu mentor, um militar muito rígido chamado Butch, que lhe ensina os segredos do tribalismo em doses bem homeopáticas. A cada novo ensinamento e respectiva implementação, a TeraLogix melhora seu desempenho, mas não vou contar além disso, senão seria um “spoiler”, certo?

Os ensinamentos

O tribalismo, segundo o livro, é a forma mais antiga de organização humana e está na nossa natureza se estruturar assim. Nossas organizações, sejam elas com ou sem fins lucrativos, e por mais evoluídas que sejam, estariam ainda sujeitas à formação de tribos e subtribos.

Saber explorar o melhor dessa organização natural humana e procurar limitar os efeitos negativos dela seria algo muito útil para a gestão.

Não vou tentar abordar o assunto nesse post, mas quem sabe em algum outro 🙂

Avaliação

Infelizmente não há versão para Kindle, então tive que conseguir uma versão em papel mesmo. Não cheguei a verificar as bases científicas dos ensinamentos do livro, mas pelo menos tudo faz muito sentido. Como os livros de Goldratt, que considero excelentes, também não têm base científica, então não vou levar em conta esse critério (Afinal, existe algum livro de gestão que tenha de fato base científica?)

Ah, durante a história, são introduzidos diversos fatos conhecidos, como o lançamento do homem para a Lua, vistos agora sob a perspectiva do tribalismo, algo muito interessante e que adiciona bastante ao livro.

Minha avaliação é que o livro é excelente e traz ideias novas e extremamente úteis. Recomendo fortemente a leitura para quem se interessar em entender as dinâmicas humanas nas organizações.

About the author: Leonardo Campos

Leonardo Campos trabalha na área de TI desde 2000, atuou boa parte deste tempo como desenvolvedor Java, mas também desenvolveu profissionalmente com Ruby, .NET, VB, PHP e ASP. Desde do começo de 2009 vem atuando com Agile e hoje trabalha na ThoughtWorks Brasil. É estudioso de processos e entusiasta de Lean e Agile, sendo um dos organizadores do Lean Coffee São Paulo e editor da InfoQ. Leonardo é advogado por formação (Universidade Presbiteriana Mackenzie).
LinkedIn
@leonardocampos

1 comment

  1. Pingback: Tribalismo: Dimensões e atributos — Parte 1 | Kudoos

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