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Métodos ágeis e o marketing

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No decorrer da história pudemos observar 3 fases bem distintas no mundo das vendas e no marketing, propriamente dito…

1 – Foco no produto: onde havia uma preocupação muito grande em se realizar o trabalho de forma eficiênte, com baixos custos, de forma sistemática. Desta época vem a famosa frase que dizia “Você pode escolher um carro de qualquer cor. Desde que seja preto!”

2 – Foco nas vendas: quando, então, as indústrias e empresas da época encontram lucro na facilidade de vender. O consumismo aumenta e há grande facilidade em se vender e vender é a palavra de ordem. É desta época que vem a imagem do vendedor insistênte, eloquente, que busca vender o produto a qualquer custo.

3 – Foco no cliente: com o aumento dos mercados e da concorrência, somado à facilidade do cliente obter informações, há uma grande mudança de paradigma. O cliente já não aceita qualquer coisa e está mais ciênte do que nunca. A exigência deste novo público faz com que o empresário foque nas necessidades específicas de cada nicho de mercado, atendendo as expectativas do cliente e não mais buscando empurrar qualquer produto sem significado.

E no mundo de desenvolvimento de softwares? O que os métodos ágeis tem haver com isso?

Na história do desenvolvimento de softwares podemos observar um mesmo padrão, entretanto, ainda um pouco atrasado em comparação às idéias de marketing.

1 – Foco no software: Apesar dos sistemas serem construídos buscando atender certas necessidades, o próprio software, em si, é matéria de problemas e preocupações. As limitações da época fazem com que as empresas, dispostas a uma automatização de alguns processos, aceite a tecnologia da forma como ela é. É aqui que nascem a maioria dos produtos de prateleira, criados para determinados fins. Aqui cresce o investimento nas linguagens de programação, nas tecnologias auxiliares, plataformas, frameworks, processos e outras práticas que auxiliam no desenvolvimento dos sistemas.

2 – Foco nas vendas: a primeira grande bolha das ponto com foi ocasionada pelo grande buzz que fizeram por volta dos anos 2000 sobre negócios na internet. Várias empresas buscaram colocar seus negócios na internet investindo milhões de dólares para isso. Infelizmente o público usuário não cresceu na proporção que esperavam e muitos dos sistemas ficaram sem valor aparente significativo. Aqui também crescem o uso de sistemas de escritório, sistemas customizados para determinados fins, empresas de software, etc… Nascem processos e métodos de gestão baseados em conceitos e práticas (inclusive as ágeis). Mas, como sabemos, as práticas convencionais advindas do mundo da engenharia prevalessem (talvez por serem mais seguras e testadas).

3 – Foco no cliente (?): Esta fase ainda está em crescimento e definição no mundo do desenvolvimento dos softwares. É aqui que entram as metodologias ágeis, que dão foco total no cliente. Isso aconteceu porque aprendeu-se que desenvolver software é diferente de construir um prédio, uma casa, uma ponte ou estrada… é um trabalho quase que artístico. Digamos que o desenvolvimento de um sistema está mais próximos da elaboração de um livro ou de um quadro de pintura, do que a construção de uma usina ou implantação de uma rede de telefonia.

Desenvolver sistemas de software é um arte ainda em maturação. Entretanto, já há alternativas bem mais próximas daquilo que poderá ser o ideal para gestão de projetos de softwares. As metodologias ágeis tratam a questão de desenvolvimento como uma construção conjunta onde o cliente se torna o artista juntamente com a equipe de desenvolvimento que, por sua vez, disponibiliza somente os pincéis…

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