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Diga-me como me medes que te direi como me comportarei

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Como você mede o desempenho do seu time? Como você mede o seu desempenho? As respostas para estas perguntas podem mudar a sua vida e dizer o quanto você já evoluiu na gestão de sua carreira.

Goldratt (também responsável pela teoria das restrições) comentou certa vez que o modo como você mede influencia diretamente o modo como vai obter os resultados. Meio óbvio, não? Mas poucos usam esta ferramenta da forma correta ou, quando a utilizam, estão modelados ainda na forma do trabalhador manual e não do conhecimento.

Peguemos um exemplo do feliz mundo do software. Você mede e valoriza o trabalho final da equipe ou mede individualmente os membros? Seu foco é no fim ou nos meios? Você vê o trabalho de cada grupo de forma isolada ou mede o trabalho integrado como resultado final? O modo como você sorri para os fatos pode contribuir para a definição de uma cultura boa ou ruim.

Medir individualmente as pessoas, ou as células de conhecimento de determinada equipe, pode ser um fiasco se você não sabe exatamente o que medir ou valoriza os comportamentos errados. Muitas vezes uma evolução rápida de um membro da equipe não quer dizer que este está entregando um trabalho de qualidade, pois pode não estar aderente ao cliente ou mesmo aos padrões de qualidade da sua empresa. Neste caso, se você avalia, mesmo que informalmente, o trabalho desta pessoa como excepcional, pode estar dando um tiro no pé! E no pé da equipe! Seu foco está sendo prazo (tempo) e não qualidade. E todos nós sabemos o que custa mais na entrega do projeto, não? Sem contar que você pode estar incentivando o individualismo.

Medir, entretanto, o resultado final da equipe, pode também não ser o melhor dos mundos, pois você irá sempre se contentar com um resultado médio nos projetos. Pode contribuir positivamente para que a integração dos processos e trabalhos aconteça de forma mais pensada, mas ainda assim está fadado a um comportamento mediano.

Preste atenção: Você, que costuma medir os resultados finais das equipes, deve parabenizá-los com menos frequência do que gostaria. Ou deve se surpreender às vezes com projetos fora da curva, ou MUITO bons ou MUITO ruins. A questão é que você não sabe o que está gerenciando. SURPRESA!!

O segredo, portanto, está em medir a essência dos trabalhos em si. Não medir a rapidez por si só, mas em união com as validações de qualidade. Não medir os resultados isolados, mas como foram atingidos. Medir o processo convencionado pela equipe. Medir o grau de comprometimento da equipe na missão definida. Medir se o time está engajado nas tarefas que eles mesmos criaram. Medir valores e princípio que formam o framework de uma cultura que apoia processos, práticas e resultados.

É isso ai,

Abraços,
Buzon

2 comments

  1. Nayara Noronha

    ótimo seu texto, mas não vejo como fazer essas medições, pode me dar um exemplo, que eu seja capaz de aplicar em uma equipe grande e multidisciplinar?

    Posted on maio 18, 2011

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