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O que você acha: Dificultando a comunicação para ter melhor comunicação

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Sempre ouvi e acreditei que a comunicação presencial é a melhor comunicação possível para se transmitir uma mensagem. (Pensando bem, eu ainda acredito nisso 😀 ). Mas será que preciso da comunicação presencial a todo momento? Até que ponto ao invés de ajudar, ela acaba atrapalhando?

Comunicação

O título deste post é provocador simplesmente, pois estou começando a pensar que ter certa dificuldade em “acionar o canal” possa contribuir para uma melhor comunicação média do time. Deixe-me explicar melhor: Onde trabalho, todos os times internos ficam no mesmo andar (cerca de 10 times), em agrupamentos sem baias, e todos estão passíveis de serem impactados pelos ruídos e pelas  comunicações de todos os outros times. OK. Alguns vão dizer que tem um certo lance de “comunicação por osmose” que contribui para a sinergia da organização, mas tenho sérias dúvidas até quanto…

Veja o meu caso: Sou gerente de projetos ágeis cuidando de um time que está parte remota e parte interna. As pessoas internas ainda estão distribuídas em 3 andares diferentes no prédio. Além da comunicação com o meu time, que você deve imaginar que exija bastante, eu me localizo sentado próximo de outros times e, a todo instante, estou perdendo o foco ou sendo chamado para uma conversa; “o que você acho de certa situação?”; “vamos tomar um café?”; “depois preciso falar com você”, etc… Ok. Agora você pode dizer que eu preciso gerenciar melhor o meu tempo, certo? 😀

O que me levou a especular via post com vocês é uma sensação que tenho de não conseguir criar momentos realmente concentrados para realizar coisas inovadoras e significativas. Nosso trabalho não é só burocrático, como ficar reencaminhando e-mails, certo?

Times remotosFoi quando algo chamou minha atenção na forma como um dos nossos times internos tem se comunicado com o restante do time, remotamente. Neste time,  existe uma TV ligada com o skype e vídeo o dia todo com a outra parte do time, no sul do país. Para  conversas eventuais, um membro do time precisa querer realmente falar com alguém do outro lado, pois precisa levantar, ligar o microfone, chamar a pessoa determinada, esperar a pessoa chegar, e, então, começar uma boa comunicação.

O simples fato, pra mim, de dificultar (só um pouquinho :D) o acesso ao canal (presencial X via skype) faz com que a comunicação possa ser mais pensada e valorada. Acontecem menos interrupções e as que acontecem realmente são importantes.

Fui  influenciado também por 3 referências, a seguir:

– “Por que o trabalho não acontece no trabalho” de Jason Fried, que é uma palestra do TED de 15 minutos, que defende o trabalho em casa. Aqui Fried diz que as pessoas não referenciam o escritório quando são perguntadas onde gostam de estar quando têm que realmente fazer algo. Também diz que as interrupções que acontecem em casa são interrupções que você escolhe quando ter, como ver TV, passear com o cachorro, ver as mensagens instantâneas, etc…

– “Por que não vou atender sua ligação” é um post do Jurgen Appelo que diz que apesar das ligações serem mais eficientes, ele não busca por eficiência, mas felicidade. Appelo vai dizer que, devido à natureza do seu trabalho, ele prefere mensagens assíncronas (SMS, e-mails, twitter DM, linkedin, facebook) a ter que agendar ligações. BTW: ele diz que ligações são formas de sub-otimização (assunto que temos discutido no leituras ágeis também) e que na verdade ele está em busca otimizar todos o seu trabalho, não ligações individuais.

– “O alto custo das interrupções“, do InfoQ Brasil, que fala, dentre outras coisas, que um desenvolvedor tem aproximadamente 2 horas de trabalho ininterrupto por dia e que o mesmo desenvolver leva de 10 a 15 minutos para retornar ao estado mental para continuar o código, após ser interrompido. Cita também um post de Chris Parnin:  Programador Interrompido!

E você, o que acha?

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