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O poder das conversas

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Recentemente mudei de emprego e como em todo novo desafio você se encontra querendo entender rapidamente como as coisas funcionam e se sentir útil contribuindo com ideias e sua experiência. Leva tempo, contudo, até você realmente compreender como tudo se relaciona, quem influencia quem, quem tem mais poder, o que ainda não foi feito, qual o conhecimento de cada pessoa, o que pensam umas das outras, quem são as áreas de apoio da organização e até onde fica o banheiro 😉

Nunca pensei que “conversas” fossem tão eficientes para agilizar a compreensão de tantos conceitos diferentes que se relacionam. As pausas para o café são tão ou mais ricas que as hipóteses que você tenta testar em um contexto que ainda não entende. São nas conversas e histórias contadas que as pessoas relatam, recontam e mantêm no dia-a-dia que muito do conhecimento organizacional está embutido e pelas quais são mais facilmente disseminadas. Basta ouvi-las e se terá um rico material bruto para iniciar suas transformações…

Comecei a perceber o quão eficientes e poderosas as histórias são quando comecei a ouvir as pessoas repetirem palavras e frases que eu mesmo costumo usar com frequência e constatei que eram repetições de conversas que havíamos tido em momentos passados… Coisas como “incipiente“, “isso é orgânico“, “big bang de feature“, “transcender” começaram a aparecer em discussões e em contextos em que serviram para elucidar práticas e conceitos. Depois de um tempo, todos parecem enraizar tais histórias que nasceram de conversas e a retransmití-las usando-as como argumentos para a mudança. Fantástico!

No final, é sobre quais histórias você quer manter e sobre quais precisam ser substituídas, que você deve se preocupar 🙂

Isso tem tudo a ver com storytelling, sobre a qual vou começar a estudar mais a fundo a partir de agora… Tangenciando este mesmo tópico existe a discussão se o home office (trabalho remoto) prejudicaria ou não esta experiência de se compartilhar histórias e “conversar”, mas isso será tema do próximo post.

Enfim, que histórias têm sido contadas em sua organização? Quais mitos, lendas, paradigmas têm virado parte do dia-a-dia?

2 comments

  1. Pingback: Lean Christmas | Kudoos

  2. Marcelo L. Barros

    Muito bem observado, Rafael! Temos que parar de pensar que uma rotina pesada de treinamentos teóricos é a única forma que se tem para passar conhecimento. Ótimo texto: simples, direto, objetivo!

    Posted on maio 16, 2014

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