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Como promover mudanças em empresas – Torne impossível errar

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Recentemente li o livro Switch – How to change things when change is hard e percebi que alguns dos conceitos descritos também poderiam ser aplicados no treinamento do Fuxico, meu cãozinho (quem sabe do seu também). Em especial o conceito que diz respeito a promover mudanças tornando praticamente impossível que comportamentos indesejados aconteçam.

No meu caso: tornar impossível que o Fuxico fizesse suas necessidades no lugar errado.

Antes porém, para contextualizar, preciso explicar a principal metáfora do livro: O Piloto, o Elefante e o Caminho.

Basicamente, o livro Switch argumenta que para conseguir mudanças você precisaria influenciar um ou todos os elementos da metáfora (vide figura). Ou seja: direcionar o Piloto; motivar o Elefante; e moldar o Caminho. Esta metáfora representa os elementos-chave que estão presentes, segundo o autor, no contexto de qualquer mudança.

Piloto Elefante e Caminho - Switch

O Piloto é a parte racional, que precisa ter clareza e propósito sobre o que fazer. O Elefante são as emoções, que, se não administradas corretamente, são fortes o suficiente para atrapalhar qualquer plano de mudança e o Caminho, que influencia mudanças através dos elementos dispostos no ambiente. E foi este último, o Caminho, que achei interessante em algumas técnicas para adestrar o Fuxico.

Como adaptar o ambiente a fim de evitar o mau comportamento do cãozinho de fazer xixi pela casa toda?

Um exemplo poderoso que o autor do livro traz, sobre mexer no ambiente a fim de promover mudanças, é quando os elementos do ambiente tornam quase impossível a ocorrência de um erro ou de um comportamento não desejado. O autor então cita uma fábrica na qual aconteciam acidentes graves todos os anos, principalmente ao manusear determinada máquina. E, apesar de todos os esforços e campanhas sobre segurança no trabalho: filmes de orientação; treinamentos; cartazes; etc, ainda assim, todos os anos alguém acabava ficando sem um dedo. (mas ninguém virou presidente ;))

E a pergunta que se faziam era: É possível evitar que acidentes desta natureza continuem acontecendo?

A opção da fábrica foi mexer no ambiente (o Caminho). Como somente orientar (Piloto) e envolver emocionalmente os funcionários (Elefante) não estava sendo o suficiente, a solução se mostrou eficaz ao modificar o ambiente: os engenheiros criaram um mecanismo que ligava a máquina somente quando ambas as mãos do operador estivessem levantadas, apertando simultaneamente, cada mão, um botão. Genial! Desta forma, tornou-se impossível ao operador estar com as mãos em local de perigo enquanto a máquina estivesse funcionando.

O mesmo conceito também encontramos no Sistema Toyota de Produção, no chamado Poka Yoke – que são dispositivos físicos que evitam erros e a ocorrência de defeitos em produtos.

Mas voltemos ao caso do cãozinho. Uma técnica que usa o conceito de modelar o Caminho para criar o hábito no cão de fazer suas necessidades no lugar correto é preparar um cercado forrado inteiramente do material (tapete ou jornal) sobre o qual você quer que ele use sempre. Desta forma, o cãozinho não tem outra escolha a não ser fazer seu xixi no material que você escolheu. E isso, com o tempo, se torna um hábito no cão.

Como caso de sucesso, as experiências com o Fuxico foram excelentes. Depois de 2 dias utilizando a técnica ele já associou suas necessidades ao lugar e ao tapete que estamos usando, pois fora do cercado já começou a procurar pelo tapete para usar. Depois de 2 semanas retiramos alguns tapetes e desfizemos o cercado e o bom comportamento continuou.

E você? Lidando com alguma mudança difícil ultimamente? Já considerou mexer no ambiente para ajudar a influenciar seus objetivos?


PS: Claro que você não precisa deixar o cãozinho trancado o dia todo no cercado. Existem momentos que são mais prováveis dele estar pronto para realizar o ato em si. Geralmente é depois de comer / beber ou depois de brincar. Neste momento, leve-o até o cercado e brinque com ele ali até o fato ser consumado. 🙂

1 comment

  1. Geri

    Where exactly does it say that I don't like Sarah Pa?hnlWiere does the article even mention her?The article doesn't pass judgement on individual candidates, it talks about the attitude we need.

    Posted on abril 26, 2017

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