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Escopo negociável – Já experimentou?

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O escopo muda ou não muda?” A resposta é não e sim. Nesta ordem. : )

Alguns conceitos de gestão ágil, principalmente para desenvolvimento de sistemas, pregam a mudança dos contratos tradicionais, onde o escopo, tempo e custo são fixos, para contratos de escopo negociável. Esta talvez seja uma das mudanças mais significativas e uma das mais temidas, tanto pelo cliente quanto pelo fornecedor. Um pouco se deve ao preconceito e à dúvida na efetividade da prática.

Uma breve explicação:

Contratos de escopo fechado: Fixamos o custo, o tempo e o escopo que serão entregues. Os principais riscos ficam com o fornecedor que terá que suportar e absorver itens mal interpretados, subentendidos e não previstos, terá que criar processos de gestão de mudanças formais e, por vezes, demorados, e caso a estimativa tenha sido imprecisa, o que é comum, terá que arcar com tempo/recursos/dinheiro extra para entregar o escopo prometido.

Deste cenário aparecem alguns efeitos colaterais, como a gordura colocada pelo fornecedor para tratar a incerteza do escopo; stress nos métodos de defesa criados pelo fornecedor que introduz processos,   formulários e comitês de aprovação de mudanças para gerir o escopo; e uma qualidade variável, condicionada ao tempo que se tem disponível.

Contratos de escopo negociável: Há uma cadência fixa de trabalho com custo e prazos fixos, mas com escopo negociável. Em práticas ágeis, consegue-se entregar qualidade fixa! Isso mesmo, Qualidade Fixa, pois os processos de desenvolvimento apoiam tal feito.

Sabe-se que o escopo não é conhecido em detalhes no início do projeto; que o cliente e as equipes aprendem durante a execução e que a mudança é benéfica ao projeto, posto que corrige a rota objetivando alto valor agregado ao cliente. Logo, porque não realizar uma abordagem diferenciada para o escopo?
Em escopo negociável admiti-se que todos não conhecem o projeto em detalhes em seu início, compartilham-se os riscos e são criados instrumentos de ganha-ganha e de parceria.

– O contrato prevê uma frequencia na qual o fornecedor será avaliado (ex: 2 meses) podendo o cliente  romper o contrato sem multas, por motivos de insatisfação. Neste cenário o fornecedor fará de tudo para atender ás expectativas do clientes neste período para viabilizar os próximos 2 meses.

Escopo fixo por sprint. Quem é desenvolvedor sabe o quanto é ruim estar trabalhando em algo e ser interrompido no meio porque houve “mudanças de planos”. Mas a mudança é importante, pois diz muito a respeito do que foi aprendido com o projeto e como ele deve ser daqui em diante. Assim, atende-se aos 2 mundos, pois o escopo pode variar antes do início de cada sprint, porém dentro do sprint o escopo é fechado! Há o comprometimento de todos com aquelas entregas e o cliente é orientado a conduzi-las e viabilizá-las. E é altamente eficiênte, pois como são períodos curtos, não há grandes progressos sem os redirecionamentos necessários.

Caso contrário, não há métrica que funcione e não há progresso efetivo. É um projeto em colapso! 

Novamente voltamos à questão do novo modelo de trabalhador, que passa dos paradigmas da especialização do trabalho e foco mais manual para o trabalhador do conhecimento.

Veja um vídeo sobre como se conduz contratos de escopo negociável:

Abs,
Buzon

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